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terça-feira, 14 de agosto de 2018

OUTLANDER - AS CURIOSIDADES SECRETAS | COXINHA NERD

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

CULT CARIOCA : 4 CARACTERÍSTICAS DAS FAMÍLIAS TÓXICAS

CULT CARIOCA : 4 CARACTERÍSTICAS DAS FAMÍLIAS TÓXICAS: As famílias disfuncionais, normalmente conhecidas como famílias tóxicas, são criadas através de padrões de comportamento prejudiciais qu...

ilha de skye (Escócia)

https://demalasprontasblog.wordpress.com/2012/08/20/lugares-incriveis-a-ilha-skye-e-as-piscinas-das-fadas/

CONOCE ISLA MUJERES EN 1 DÍA (POCO PRESUPUESTO)

Não é de repente que o amor nasce ou morre Amar vem depois do conhecer, do conviver, do se mostrar. Desamar vem depois do tentar, do resistir, do sofrer, do esperar.

Por
 Prof. Marcel Camarg

O amor demora a se firmar porque se antecede pela paixão, que inicia o encontro entre duas pessoas. Primeiramente, somos atraídos pelo que o outro tem de bom e de agradável e idealizamos um romance de cinema junto com ele. O tempo, como sempre, acaba mostrando as verdades, o que era, o que não era, o que nunca foi, e vamos concedendo e nos ajeitando, para acomodar o amor na nossa vida e em nosso coração, entendendo que, apesar das imperfeições, o parceiro é nosso porto seguro.Ninguém acorda e decide que, a partir daquele dia, está amando fulano ou sicrano. O amor é construção, é luta, é entrega, apoio, é arroz-feijão, no cotidiano em que a vontade de ficar junto supera todo e qualquer entrave nesse percurso. E o amor também morre. Desamar é desconstrução. É desistência paulatina, demorada, dolorida. Da mesma forma, ninguém acorda e decide, a partir daquele dia, não mais amar fulano ou sicrano.
Deixar de amar é demorado, porque nós relutamos em desistir daquilo em que depositamos tanto de nós, daquilo com que sonhamos a vida toda. A gente se entrega, é verdadeiro, compartilhando tudo o que somos e temos, de maneira clara e límpida, e então fica difícil aceitar que não vinha nada do lado de lá. Dói ver o nosso melhor sendo ignorado e desvalorizado. Dói tomar a decisão de romper com o que tomou tanto tempo e tanta força da gente. Dói e demora.
É de se estranhar, por isso, a perplexidade de muitos, quando o parceiro toma a decisão de romper, como se aquilo fosse algo repentino, sem razão, como se nada tivesse acontecido para aquela atitude estar sendo tomada. Isso só comprova o quanto aquela pessoa que ficou surpresa ignorava o parceiro, o quanto ela deixou de olhar para o lado, de ouvir o outro, de perceber que havia alguém ali precisando de carinho, atenção, de comprometimento afetivo. Mas então já é tarde.
Como se vê, não é de repente que o amor nasce ou acaba. Amar vem depois do conhecer, do conviver, do se mostrar. Desamar vem depois do tentar, do resistir, do sofrer, do esperar. Ambos levam tempo. Caso não estejamos abertos a tudo o que o amor requer, ele não entrará em nossos corações. Caso ele entre, mas não encontre terreno fértil, semeadura afetiva, vontade de lutar junto, então o amor não fincará raiz alguma e se diluirá em meio ao vazio sem reciprocidade. Desse jeitinho.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Outlander Theme The Skye Boat Song (legendado)

Outlander Abertura legendada

etapa da vida

“Sempre é preciso saber quando uma etapa da nossa vida acaba. Se você insiste em permanecer nela por mais tempo do que foi necessário, perde a alegria e o sentido. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, como quiser chamar. Não podemos estar no presente desejando o passado. O que aconteceu, aconteceu, e é preciso soltar, é preciso se desprender. Não podemos ser crianças eternamente, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.
Os fatos passam, e é preciso deixá-los ir!” 
– Paulo Coelho –

A JUVENTUDE DA MATURIDDE - Martha Medeiros

Foi só ela ouvir o cumprimento e virou o rosto como se estivesse sendo agredida. “Não repita isso de novo. Não sei o que há de feliz em ficar mais velha”.

Respondi: “Você diz isso porque está fazendo 34 anos. Quando fizer 52, vai sentir vontade de pendurar balões pela casa”.

Ela desvirou o rosto e voltou a me encarar como se eu estivesse tendo algum surto de insanidade. Exatamente como aquelas expressões que ilustram a coluna da Mariana Kalil aqui no Donna, com um baloon escrito “HÃ?”.

Só quem atravessa ao menos cinco décadas de vida pode entender a bênção que é entrar na segunda juventude.

Claro que antes é preciso passar pelo purgatório. Poucos chegam aos 50 anos sem fazer uma profunda reflexão sobre a finitude, e dá um frio na barriga, claro. Amedronta principalmente quem ainda não fez nem metade do que gostaria de já ter feito a essa altura. Será que vai dar tempo?

Passado o susto, a resposta: vai. E se não der, não tem problema. Você não precisa morrer colecionando vontades não realizadas. Troque de vontades e siga em frente sem ruminar arrependimentos. Você finalmente atingiu o apogeu da sua juventude: é livre como nunca foi antes.

Sendo assim, não passe mais nem um dia ao lado de alguém que lhe esnoba, lhe provoca ou que não se importa com seus sentimentos. Pare de inventar razões para manter seus infortúnios, você já fez sacrifícios suficientes, agora se permita um caminho mais fácil. Se ainda dá trela a fantasmas, se ainda pensa em vingançazinhas ordinárias, se ainda não perdoou seus pais e seu passado, se ainda perde tempo com vaidades e ambições desmedidas, se ainda está preocupado com o que os outros pensam sobre você, está pedindo: logo, logo vai virar um caco.

Para alcançar e merecer a segunda juventude, é preciso se desapegar de todas aquelas preocupações que existiam na primeira. Quando essa Juventude Parte 2 terminar, não virá a Juventude Parte 3, mas o fim. Então, esta é a última e deliciosa oportunidade de abandonar os rancores, não perder mais tempo com besteiras e dar adeus à arrogância, à petulância, à agressividade, ou seja, adeus às armas, aquelas que você usava para se defender contra inimigos imaginários. Agora ninguém mais lhe ataca, só o tempo – em vez de brigar contra ele, alie-se a ele, tome o tempo todo para si.

Eu sei que você teve problemas, e talvez ainda tenha – muitos. Eu também tive, talvez não tão graves, depende da perspectiva que se olha. Mas isso não pode nos impedir a graça de sermos joviais como nunca fomos antes. Lembra quando você dizia que só gostaria de voltar à adolescência se pudesse ter a cabeça que tem hoje? Praticamente está acontecendo.

Essa é a diferença que tem que ser comemorada. Na primeira juventude, tudo vai acontecer. Na segunda, está acontecendo.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

a maternidade

A Maternidade por Rafaela Carvalho     
A

Leia mais uma vez. Deixe a frase ancorar, fazer sentido.
Você nunca mais será amada dessa forma.
A incessante necessidade do toque, do contato físico. Acaba.
O constante chamar, o querer dividir todas as mais simples, minúsculas coisas:
"Olha o que eu consigo fazer, mamãe!".
Acaba.
Você nunca mais será amada dessa forma.
O cobrir todas as noites antes de dormir, os pezinhos que te escalam durante as refeições, os beijos molhados pós-banho. Isso acaba.
Você nunca mais será amada dessa forma.
Os pulos na sua cama, o corpo que vira pista de carrinho, os giros de dança que bagunçam o tapete da sala, o pentear dos cabelos úmidos. Acaba.
Você nunca mais será amada dessa forma.
Os sanduíches às sete da manhã de domingo, os desenhos debaixo das cobertas, o abraço na madrugada após um pesadelo, o contar histórias. Acaba.
Você nunca mais será amada dessa forma.
Esse amor, a vontade de estar tão perto que às vezes nos sufoca. Acaba.
Você nunca mais será amada dessa forma.
A verdade é que quando os filhos são assim, pequenos, é a fase da vida em que nossa adoração é quase que recíproca. Mas passa.
Eles crescem e cresce a necessidade de viver outras histórias, outras pessoas, outros sonhos.
É a lei da vida, o caminho certo, é saudável. Mas ainda assim, mesmo sabendo que criar asas é um dos atos mais lindos da maternidade, ver voar é um “doce amargo”.
Será sempre a alegria mais estranha que já se ouviu falar. Uma felicidade diferente que, ao chegar, forma buracos. Um misto de vazio com a sensação de missão cumprida.
Ver voar é aplaudir cada conquista, mas ainda querer sentir as mãozinhas pequenas que te agarravam pelas pernas. É se orgulhar, apoiar, mas com um eterno gostinho de saudade. Saudade do tempo que passou.
Saudade de ter os filhos sempre ao alcance dos olhos. E acima de tudo, saudade dessa fase. Desse amor. Esse que você tem agora, tão próximo, palpável, bem aí ao seu lado.
Por isso, quando o chamar, o tocar, o pedir, quando tudo estiver te levando à beira de um colapso nervoso, lembre-se: você nunca mais será amada dessa forma.
Texto do livro 60 Dias de Neblina da autora Rafaela Carvalho
Para comprar o livro: 60diasdeneblina.com
Instagram: @a.maternidade
* Por favor não repostar sem citar a fonte *

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. Olhe-se no espelho” lya luft

A fonte da juventude chama-se mudança.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa?Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. Olhe-se no espelho”.  Lya  Luft


sexta-feira, 13 de abril de 2018

“Esforça-te por ser feliz.”


MENSAGEM ENCONTRADA NA VELHA IGREJA DE SAINT PAUL EM BALTIMORE EUA
Caminha, placidamente, em meio ao ruído e a pressa e pensa na paz que pode existir no silêncio.
Mantém boas relações com todas as pessoas, a qualquer preço, menos o da tua abdicação. Fala a tua verdade com serenidade e clareza e escuta os outros, mesmos os enfadonhos e os ignorantes, porque também eles têm a sua história. Evita as pessoas espalhafatosas e agressivas; elas causam vexames ao espírito. Se te comparas com os outros, podes tornar-se vaidoso ou amargo, porque encontrarás sempre pessoas de mais ou menos importância do que tu. Deleita-te com as tuas realizações, bem como os teus planos. Conserva-te interessado em tua própria carreira, por mais humilde que ela seja; é um bem real em meio às fortunas transitórias do tempo. Sê cauteloso em teus negócios, porque o mundo está cheio de trapaça. Mas, não permitas que isso te faça cego às virtudes; muitas pessoas lutam em prol de altos ideais e, por toda a parte, a vida está plena de heroísmo.
Sê tu mesmo. Especialmente, não finjas afeições, nem sejas cínico no amor, porque, apesar de toda a aridez e desencanto, ele é perene como a relva. Aceita, com indulgência o conselho da idade, renunciando com graças as coisas da mocidade. Alimenta a fortidão de espírito, para que ele te sirva de escudo contra uma súbita desventura. Não te angusties, porém, ante coisas imaginárias.
Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. À parte uma saudável disciplina, sê bondoso contigo mesmo. És um filho do universo, não menos que as árvores e as estrelas; tens o direito de estar aqui. E, quer compreendas isso, quer não, o universo se vai expandindo como deve. Vive, portanto, em paz com Deus, seja qual for a idéia que D’Êle tenhas, e sejam quais forem, teus labores e aspirações na ruidosa confusão da vida, procura ficar em paz com tua alma.
Com todas as imposturas, lidas servis e sonhos desfeitos, este é ainda, um belo mundo. Sê cauteloso.
“Esforça-te por ser feliz.”
(Mensagem encontrada na velha igreja de Saint Paul em Baltimore EUA

ILHA DA MADEIRA E ILHAS CANÁRIAS | PROGRAMA VIAJE COMIGO

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Princes secXXI

Se você diz a uma menina que ela é princesa, tudo bem, não há nada de errado nisso.

Mas diga também o quanto ela é corajosa. Diga o quanto ela é inteligente. Deixa ela saber que também pode ser engenheira, bombeira, policial, médica, delegada, juíza...... o que ela quiser ser. Deixa as meninas saberem o quão incríveis elas são além do espelho. Deixem as meninas saberem que elas são maravilhosas, mas não porque são lindas, mas porque são fortes. São incrivelmente fortes, são inteligentes, são espertas, rápidas, ágeis.                             



                                                                                                          original msn

domingo, 26 de novembro de 2017

riquezas da vida

De tanto ansiarmos pelo novo em nossas vidas, às vezes deixamos de valorizar o que já é parte do nosso dia a dia, descuidando-nos das várias riquezas que a vida nos concedeu. Por isso tantos relacionamentos deixam de ser amorosos para se tornarem um descompasso de idéias, desejos e objetivos. Por essa razão é que muitas vezes deixamos escapar por entre os dedos o amor maior de nossas vidas, em troca de infidelidades efêmeras e vazias de afetividade.

                                                                                             Revista Pazes









quinta-feira, 26 de outubro de 2017

oxitocina=abraço

A oxitocina é um excelente antídoto contra os medos e as fobias sociais. Em outras palavras, se você está em uma situação social que lhe provoca temor, provavelmente um abraço de alguém que esteja próximo será reconfortante.

Os abraços contribuem para diminuir a tristeza e para regular a pressão arterial. Por outro lado, os beijos têm um efeito semelhante ao de um analgésico, mas além disso contribuem para queimar calorias e diminuir as rugas.

O hormônio dos abraços também contribui para a produção de mais serotonina e dopamina. Em palavras mais simples, reduz o estresse e ajuda a ter uma atitude mais positiva diante da vida.

A indústria farmacêutica permite que possamos aumentar nossos níveis de oxitocina através de fármacos. Mas, por que se privar dos abraços e dos beijos? Você não precisa procurá-los em nenhuma farmácia, são gratuitos, e além disso ajudam a quebrar as barreiras da solidão. Barreiras que muitas vezes são as causadoras das suas angústias.
Fonte: A mente é maravihosa

CULT CARIOCA : VOCÊ SABE O QUE SÃO AS RESSACAS EMOCIONAIS E COMO ...

CULT CARIOCA : VOCÊ SABE O QUE SÃO AS RESSACAS EMOCIONAIS E COMO ...: O que acontece quando bebemos muito álcool? No dia seguinte, sem chances de escapar, sofremos uma terrível ressaca. No entanto, parece ...

A rosa sem valor

 A rosa sem valor
     
Oh, cara metade,
Por que me tratas com desprezo?
O que te importas se outros antes de ti,
Atenderam meu almejo
E acariciaram minhas rosadas pétalas?

Me pegaste pelo caule,
Sentiste o agradável odor,
Mas ao notar a presença de um estigma
Não deu-me valor
E recusas-te a desfrutar do meu sabor

Oh, grande amor,
Se te incomodas tantos,
Procure outra flor para apreciar
Pois minha real alma gêmea
Eu irei encontrar.


Maria Carolina

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

filhos

italiana Silvana Santo, do blog Una Mamma Green! !




“O tempo, pouco a pouco, me liberará da extenuante fadiga de ter filhos pequenos, das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Das mãos gordinhas que não param de me agarrar, que me escalam pelas costas, que me pegam, que me buscam sem cuidados, nem vacilos. Do peso que enche meus braços e curva minhas costas. Das vezes que me chamam e não permitem atrasos nem esperas.
O tempo me devolverá a folga aos domingos e as chamadas sem interrupções, o privilégio e o medo da solidão. Acelerará, talvez, o peso da responsabilidade que às vezes me aperta o diafragma. O tempo, certamente e inexoravelmente esfriará outra vez a minha cama, que agora está aquecida de corpos pequenos e respirações rápidas. Esvaziará os olhos de meus filhos, que agora transbordam de um amor poderoso e incontrolável. Tirará de seus lábios meu nome gritado e cantado, chorado e pronunciado cem mil vezes ao dia.
Cancelará, pouco a pouco, ou de repente, a confiança absoluta que nos faz um corpo único, com o mesmo cheiro, acostumados a mesclar nossos estados de ânimo, o espaço, o ar que respiramos.
Como um rio que escava seu leito, o tempo perigará a confiança que seus olhos têm em mim, como ser onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o mar, consertar o inconsertável e curar o incurável. Deixarão de me pedir ajuda, porque já não acreditarão mais que em algum caso eu possa salvá-los. Pararão de me imitar, porque não desejarão parecer-se muito a mim. Deixarão de preferir minha companhia em comparação com os demais (e vejo, isto tem que acontecer!).
Se esfumaçarão as paixões, as birras e os ciúmes, o amor e o medo. Se apagarão os ecos das risadas e das canções, as sonecas e os “era uma vez”… Com o passar do tempo, meus filhos descobrirão que tenho muitos defeitos e se eu tiver sorte, me perdoarão por alguns deles.
Eles esquecerão, mas ainda assim eu não esquecerei. As cosquinhas e os “corre-corre”, os beijos nos olhos e os choros que de repente param com um abraço, as viagens e as brincadeiras, as caminhadas e a febre alta, as festas, as papinhas, as carícias enquanto adormecíamos lentamente.
Meus filhos esquecerão que os amamentei, que os balancei durante horas, que os levei nos braços e às vezes pelas mãos. Que dei de comer e consolei, que os levantei depois de cem caídas. Esquecerão que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um dia que me necessitaram tanto, como o ar que respiram.
Esquecerão, porque é assim mesmo, porque isto é o que o tempo escolhe. E eu, eu terei que aprender a lembrar de tudo para eles, com ternura e sem arrependimentos, incondicionalmente. E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com estes pais que não querem esquecer.”
(Silvana Santo – Una Mamma Green)

Ney Matogrosso - O Mundo É um Moinho

Ainda é cedo, amor

Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

cama dos pais

Leiam e se emocionem.
A cama dos pais tem um ímã e cá para mim (ninguém me convence do contrário) tem uma magia soporífera, um misterioso pó de amor impregnado nas almofadas, que faz com que os filhos adormeçam imediatamente e que o pior dos pesadelos, o mais trepidante terror noturno, fuja a sete pés.
Na cama dos pais, o último refúgio dos medos, a paz é absoluta e total.
Ali chegam, levados por pais extenuados e vencidos, ou pelo seu próprio pé, transpirados e assustados, passarinhos a voar de noite aos encontrões pelos corredores da casa, até chegarem ao lugar dos lugares. Dois colos com lençóis macios e o cheiro dos progenitores. Caem que nem tordos a dormir, apaziguados.
Os pais fingem que se importam, na manhã seguinte: «Lá foste tu para a nossa cama! Quando é que aprendes a ultrapassar os medos e a dormir sozinho? Tens de crescer!», mas nem olham muito nos olhos dos filhos quando dizem estas coisas, com medo de que eles descubram que naquele breve regresso ao ninho, ao berço inicial, os pais se enchem de amor e ternura e também eles se confortam nas suas inquietações.
Um pescoço morno. Uma mãozinha gorducha no nosso cabelo. Um pé de regresso à costela da mãe. A respiração tranquila na fronha partilhada.
O desejo secreto de que o ninho fique assim para sempre. E que a manhã demore muito a chegar.
Que o misterioso pó de amor das almofadas preserve para sempre estas excursões noturnas de mimo que não são mais do que um inteligente prenúncio, de uma saudade imensa, dos melhores dias desta vida.
Rita Ferro Rodrigues

domingo, 16 de julho de 2017

vida

Seja quem for, sentir-se valioso ou merecedor da felicidade e do amor é um pilar fundamental para a sua capacidade de desenvolvimento de vida.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

um tipo de homem para se evitar

Um tipo de homem para se evitar

Ele é bonito, viajado, fala várias línguas, se veste bem e é extremamente educado – sempre segura a porta para as mulheres passarem, puxa a cadeira, abre a porta do carro. Entende de vinhos, música erudita, literatura, teatro.
Não é rico, mas tem uma vida econômica estável e cercada de pequenos luxos.
Seu humor é irônico, ácido. É incapaz de cometer uma indelicadeza com quem quer que seja, porém, é mordaz com quem possui intimidade – criticando roupas e o modo de andar e de falar dos que julga menos polidos do que ele.
Gosta de presentear, gosta de partilhar seu conhecimento: “leia o livro x”, “escute a música y”, “vá ao teatro z”.
Detesta seu país. Por ter vivido em Paris acredita que seus conterrâneos são atrasados, mal educados, mal vestidos e incautos – sempre que pode, numa reunião entre amigos, desmerece a cultura de seu país com frases do tipo “aqui os atores representam tão mal”.
E por ostentar uma altivez tamanha e sugerir (ainda que tacitamente) que possui algo que os demais não possuem, é extremamente sedutor – afinal a paixão é a crença de que o outro tem o que nos falta.
Trata-se de um hedonista que vivencia plenamente os prazeres que a vida pode proporcionar – do luxo e do requinte de uma boa mesa à uma cama com lençóis de seda e uma bela dama sobre ela.
Ostenta a melancolia chique dos que fingem que, por saberem que nada sabem, não passam de reles miseráveis.
Quando (supostamente) apaixonado, escreve mensagens matinais como: “Que outros desejem a fortuna, a glória, as honras, eu desejo-te a ti. Só a ti, minha pomba, porque tu és o único laço que me prende à vida, e se amanhã perdesse o teu amor, juro-te que punha um termo, com uma boa bala, a esta existência inútil”.
E faz promessas ardentes e enlouquecidas de paixão como: “Quando estou ao pé de ti sinto-me tão feliz; parece-me tudo tão bom… Queres que fujamos? Foge comigo, vem, levo-te! Vamos para o fim do mundo”.
À medida que a relação progride e um certo grau de intimidade é estabelecido, ele passa a criticar paulatinamente o objeto de sua “paixão”: “não use esse tipo de sapato”, “aprenda a tocar tal música no piano”, “fale baixo”, “não acredito que você nunca leu esse livro?!”, “você é infantil”, “solte esse cabelo”.
E quando a dama finalmente se entrega, aceita os seus apelos e faz as malas para viver com ele, ele fica irritadiço, diz que as coisas não podem ser feitas de modo tão precipitado; diz que está trabalhando demais e que em breve terá que viajar para o exterior a negócios, e… desaparece.
Não, cara amiga leitora, ele não é o canalha que partiu o seu coração. Ele é Basílio, personagem de Eça de Queiroz do livro “O Primo Basílio” (Editora Record), que levou sua prima Luísa, de vinte e poucos anos, à ruína.
Publicado em 1878, o romance deveria ser leitura obrigatória para todas as meninas em fase de formação. Não apenas porque a narrativa é pungente e questiona os valores das famílias ditas tradicionais, tampouco por tratar-se de um grande clássico, com personagens riquíssimos; nem por nos prender à sua narrativa do começo ao fim das 266 páginas; mas porque, para além da chantagem que Luísa – a prima que se apaixona pelo primo galanteador – sofre de sua criada invejosa Juliana (que descobre a traição da patroa, casada com Jorge), podemos entender a lógica DESSE TIPO de homem:
“Não lhe faltava mais nada senão partir para Paris com aquele trambolhozinho! Trazer uma pessoa, havia sete anos, a sua vida tão arranjadinha, e patatrás! Embrulhar tudo, porque à menina lhe apanharam a carta de namoro e tem medo do esposo! Ora, o descaro! No fim, toda aquela aventura desde o começo fora um erro! Tinha sido uma ideia de burguês inflamado ir desinquietar a prima da Pratiarcal. Viera a Lisboa para os seus negócios; era tratá-los, aturar o calor e o boeuf à la mode do Hotel Central, tomar o paquete e mandar a pátria ao inferno – e ele, burro, ficara ali a torrar em Lisboa, a gastar uma fortuna em tipoias para o Largo de Santa Bárbara para quê? Para uma daquelas! Antes ter trazido a Aphonsine! Que verdade, verdade, enquanto estivesse em Lisboa o romance era agradável, muito excitante; porque era muito completo! Havia o adulteriozinho, o incestozinho. Mas aquele episódio agora estragava tudo! Não, realmente, o mais razoável era safar-se”!
Imagino que se eu tivesse lido a obra de Eça de Queiroz aos dezesseis anos teria poupado muitas lágrimas inúteis em minha vida e teria pensado algumas vezes antes de me jogar de cabeça em certas relações com janotas como Basílio. Talvez nunca tivesse pensado, como Luísa:
“As qualidades de Basílio apareciam-lhe então magníficas e abundantes como os atributos de um Deus. E estava apaixonado por ela! E queria vir viver ao lado dela! O amor daquele homem, que tinha esgotado tantas sensações, abandonado de certo tantas mulheres, parecia-lhe como a afirmação gloriosa de sua beleza e da irresistibilidade da sua sedução. A alegria que lhe dava aquele culto trazia-lhe o receio de o perder. Não o queria ver diminuindo; queria-o sempre presente, crescendo, balançando sem cessar diante dela, o murmúrio lânguido das ternuras humildes”.
A pomba Luísa teve um final trágico – aliás, o final do livro é arrebatador –, porém não senti pena dela. Afinal, não passava de uma mocinha que vivia numa província, em 1878, que nada sabia da vida. Senti pena de nós, mulheres ditas modernas, que vivem sua sexualidade livremente, trabalham, têm acesso à informação, grau universitário; mulheres viajadas, inteligentes, cultas, independentes, que sabem se vestir, falam várias línguas, comandam empresas, escrevem romances, mas que ainda, sim, caem nessa pantomima.

sábado, 10 de junho de 2017

Augusto Cury, em “Código da Inteligência”

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais.
Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.
Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.
Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos.
Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama.
Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.
Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves.
Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.
Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar.
O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona.
O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência.
Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou.
Quem bate no peito e diz que não leva desaforo pra casa, não pensa nas consequências de seus atos.
Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado, não conhece a linguagem do auto controle.
Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações.
Nesse cardápio precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.
Para conviver com máquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais.
Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.
O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos.
O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa.
É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar, é preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.
Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.
Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la.
Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar.
Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “…Eu me escondo nas coisas simples e anônimas…”.
Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.
Augusto Cury, em “Código da Inteligência”

quarta-feira, 7 de junho de 2017

PELOS DIREITOS DOS MENINOS

PELOS DIREITOS DOS MENINOS
Que nenhum menino seja coagido pelo pai a ter a primeira relação sexual da vida dele com uma prostituta (isso ainda acontece muito nos interiores do Brasil!)
Que nenhum menino seja exposto à pornografia precocemente para estimular sua macheza quando o que ele quer ver é só desenho animado infantil (isso acontece em todo lugar!)
Que ele possa aprender a dançar livremente, sem que lhe digam que isso é coisa de menina
Que ele possa chorar quando se sentir emocionado, e que não lhe digam que isso é coisa de menina
Que não lhe ensinem a ser cavalheiro, mas educado e solidário, com meninas e com os outros meninos também
Que ele aprenda a não se sentir inferior quando uma menina for melhor que ele em alguma habilidade específica , já que ele entende que homens e mulheres são igualmente capazes intelectualmente e não é vergonha nenhuma perder para uma menina em alguma coisa
Que ele aprenda a cozinhar, lavar prato, limpar o chão para quando tiver sua casa poder dividir as tarefas com sua mulher , e também ensinar isso aos seus filhos e filhas
Na adolescência, que não lhe estimulem a ser agressivo na paquera, a puxar as meninas pelo braço ou cabelos nas boates, ou a falar obscenidades no ouvido de uma garota só porque ela está de minisaia
Que ele não tenha que transar com qualquer mulher que queira transar com ele, que se sinta livre para negar quando não estiver a fim , sem pressão dos amigos
Que ele possa sonhar com casar e ser pai, sem ser criticado por isso. E, quando adulto, que possa decidir com sua mulher quem é que vai ficar mais tempo em casa , sem a prerrogativa de que ele é obrigado a prover o sustento e ela é que tem que cuidar da cria
Que, ao longo do seu crescimento, se ele perceber que ama meninos e não meninas, que ele sinta confiança na mãe , e também no pai! , para falar com eles sobre isso e ser compreendido
Que todo menino seja educado para ser um cara legal, um ser humano livre e com profundo respeito pelos outros. E não um machão insensível! Acredito que se todos os meninos forem criados assim eles se tornarão homens mais felizes. E as mulheres também serão mais felizes ao lado de homens assim. E o mundo inteiro será mais feliz.
O machismo não faz mal só às mulheres, mas aos homens também, à humanidade toda.
Meu ativismo político é a favor da alegria. Só isso.
texto: Sílvia Amélia de Araujo
imagem: filme Meninos de Kichute